Como é o tratamento do câncer de rim?

O tratamento do câncer renal depende principalmente do tamanho e da localização do tumor. Na maioria dos casos, a abordagem é cirúrgica, por meio de um procedimento chamado nefrectomia, que pode ser:

  • Radical: retirada completa do rim afetado.
  • Parcial: remoção apenas da parte do rim onde está localizado o tumor, preservando o restante do órgão.

Sempre que for possível, a nefrectomia parcial é a primeira opção, pois mantém parte do rim saudável, sem comprometer a chance de cura. No entanto, tumores muito grandes ou localizados em áreas centrais, próximas a estruturas importantes como vasos sanguíneos, podem impedir essa abordagem, sendo necessária a retirada total do rim.

Tipos de Cirurgia

A cirurgia para câncer renal pode ser realizada de três formas:

  1. Cirurgia aberta (convencional): feita através de um corte maior no abdômen para acessar diretamente o rim.
  2. Laparoscópica: técnica minimamente invasiva, com pequenas incisões por onde são inseridas pinças para a remoção do tumor.
  3. Cirurgia robótica: também minimamente invasiva, utiliza braços robóticos com maior precisão e visão 3D, proporcionando menos sangramento e dor no pós-operatório.

Linfadenectomia (retirada de gânglios)

A linfadenectomia, que é a retirada de gânglios linfáticos próximos ao rim, só é indicada quando há suspeita de que esses gânglios estejam comprometidos pelo tumor.

Tratamentos Não Cirúrgicos

Em alguns casos, especialmente em pacientes com alto risco cirúrgico (idosos frágeis ou com doenças graves), podem ser utilizados tratamentos menos invasivos, como:

  • Crioablação: destruição das células tumorais por congelamento.
  • Radiofrequência: destruição do tumor por ondas de calor.

Esses métodos são indicados principalmente para tumores pequenos. Nesses casos, é fundamental realizar uma biópsia antes do procedimento para identificar o tipo e a agressividade do tumor, o que ajuda a orientar possíveis tratamentos complementares.

Vigilância Ativa

Em situações muito específicas — como pacientes com saúde muito fragilizada ou com síndromes genéticas que causam múltiplos tumores — pode-se optar por uma conduta ainda mais conservadora: a vigilância ativa, com acompanhamento rigoroso ao invés de tratamento imediato.

Acompanhamento Pós-Tratamento

Independente da forma de tratamento escolhida, é essencial manter um acompanhamento médico com exames de imagem e de sangue periódicos, por pelo menos cinco anos. A frequência desses exames será determinada conforme o tipo e agressividade do tumor e do tratamento realizado.

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