Câncer de Próstata
É o segundo tipo de câncer mais frequente nos homens. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), 1 a cada 9 homens é diagnosticado com essa doença, sendo que 1 a cada 41 irá a óbito devido ao câncer de próstata.
O que é o câncer de próstata?
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Segundo dados do Inca (Instituto Nacional do Câncer), 1 a cada 9 homens será diagnosticado com o tumor e um em cada 41 irá a óbito em decorrência da doença.
O câncer de próstata surge a partir de uma mutação nas células normais, que passam a se multiplicar de forma desordenada, formando um tumor.
Quais são os fatores de risco?
Alguns homens têm maior predisposição ao câncer de próstata. Os principais fatores de risco incluem:
- Idade acima de 50 anos
- Histórico familiar (pai ou irmão)
- Ser negro
O câncer de próstata tem sintomas?
Não. O câncer de próstata só apresenta sintomas nas fases avançadas, por isso o rastreio (investigação em pessoas assintomáticas) é tão importante.
Quando os sintomas aparecem, geralmente já indicam uma fase mais avançada da doença. Os mais comuns são:
- Dificuldade ou incapacidade de urinar
- Presença de sangue na urina ou no sêmen
- Dor óssea (em casos de metástase)
Quem deve fazer o rastreio?
A recomendação é iniciar o rastreio:
- A partir dos 50 anos para homens sem fatores de risco
- A partir dos 45 anos para homens negros ou com histórico familiar (pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos)
- A partir dos 40 anos para homens com mutações genéticas herdadas, como no gene BRCA2
Como é feito o rastreamento?
O rastreamento é feito através de dois exames principais:
- PSA (Antígeno Prostático Específico) – exame de sangue
- Exame digital da próstata (toque) – permite avaliar a textura e a consistência da próstata
Esses exames não confirmam o diagnóstico, mas servem como uma triagem inicial e ajudam a identificar alterações que precisam ser investigadas.
Como é feito o diagnóstico?
Quando o PSA ou o toque indicam alguma alteração, o médico pode solicitar uma ressonância magnética multiparamétrica da próstata. O exame permite identificar áreas suspeitas e orientar a biópsia.
O diagnóstico definitivo é feito através da biópsia da próstata, que pode ser feita por via transretal ou transperineal. O procedimento é guiado por ultrassom e realizado com anestesia local e sedação leve.
Como é feita a biópsia da próstata?
Durante a biópsia, uma agulha fina é utilizada para coletar pequenos fragmentos da próstata, que são enviados para análise no laboratório de patologia.
O patologista examina o tecido no microscópio para verificar se há células cancerígenas, determinando também o tipo e o grau de agressividade do tumor.
Quais são os tratamentos disponíveis?
O tratamento depende de vários fatores, como o estágio da doença, o grau de agressividade do tumor e o estado geral de saúde do paciente. As principais opções são:
- Vigilância ativa – em casos selecionados, com tumores de baixo risco
- Cirurgia para retirada da próstata (prostatectomia radical) – que pode ser feita por via aberta, laparoscópica ou robótica
- Radioterapia
- Bloqueio hormonal
- Quimioterapia
- Imunoterapia
- Terapia alvo
- Terapia teranóstica
O tratamento pode envolver a combinação de mais de uma abordagem, dependendo de características do tumor, do estágio da doença e da saúde geral do paciente.
O que é o câncer de próstata?








