A prostatectomia robótica é um procedimento minimamente invasivo que tem ganhado cada vez mais destaque no tratamento do câncer de próstata. Além da cirurgia em si, os cuidados durante a recuperação são fundamentais para garantir os melhores resultados.
Embora os cuidados possam variar de acordo com cada caso, a seguir está um guia geral sobre o que esperar no pós-operatório:
- Sonda vesical: O principal cuidado é manter a sonda sempre abaixo da linha da bexiga. Pode ocorrer um pequeno vazamento de urina ao redor do local por onde a sonda sai, o que é normal. É importante evitar puxar ou dobrar a sonda, para não prejudicar a drenagem da urina. A sonda pode ser molhada durante o banho, mas deve ser sempre bem seca após, para evitar infecções.
- Dreno (quando necessário): Se um dreno for utilizado, ele também pode ser molhado no banho e deve ser mantido seco depois. É fundamental esvaziar o dreno pelo menos uma vez ao dia, anotando a quantidade de líquido coletado, que pode ser medida facilmente pelas marcações em mililitros (ml) presentes no próprio dreno.
- Curativo: O curativo não precisa ser trocado nos primeiros cinco dias. Pode ser lavado durante o banho, desde que fique completamente seco ao final. Recomenda-se o uso de secador de cabelo no modo frio para ajudar a secar a área. Depois desse período o curativo pode ser retirado e não precisa ser feito outro.
- Alimentação: Não há restrições alimentares, mas é comum que o intestino fique mais lento nos primeiros dias devido às medicações anestésicas. Para facilitar o funcionamento intestinal, é importante consumir alimentos ricos em fibras, como legumes e verduras, e manter uma boa hidratação.
- Atividade física: Pequenas caminhadas são liberadas logo após a cirurgia. No entanto, atividades mais intensas, como corrida e musculação, devem ser evitadas por pelo menos quinze dias. É recomendado também evitar subir escadas, e, se necessário, fazê-lo com ajuda e apoio.
- Atividade sexual: A retomada da atividade sexual geralmente é liberada após trinta dias. Porém, a recuperação plena pode levar mais tempo, variando de seis meses a um ano.







